A insegurança diante da pandemia do novo coronavírus tem levado empresários mineiros a adotarem medidas drásticas para preservar o patrimônio. O medo vai além dos prejuízos financeiros decorrentes da falta de clientes. Há quem já tenha retirado até pertences de lojas e escritórios por receio de ser alvo de ladrões.

Que o diga uma gestora de uma escola de idiomas localizada na Grande BH. Ela conta que a diretoria levou para um outro local todos os bens mais caros, como televisores e computadores, de uma das unidades da marca, já que fica em um bairro comercial, mas, agora, está totalmente parado. 

“Este momento é de muita insegurança financeira e trabalhista e medo da violência. Nunca imaginávamos ter que praticamente desativar a unidade”, comentou a gestora, que pediu para não ser identificada.

Crimes como saques e arrombamentos podem, de fato, acontecer, afirmam especialistas. “Estamos literalmente em um estado de guerra. Com o desemprego, pode-se chegar a uma situação de extrema miséria, levando algumas pessoas a cometerem delitos”, frisa o professor de Direito José Roberto Lima, das Faculdades Kennedy.

Oportunidade
Além disso, a PM destaca que furtos e arrombamentos, por exemplo, são crimes de oportunidade, “em que o autor se aproveita da falta de vigilância e disponibilidade do bem para subtraí-lo”. <EM>

Em nota, o Comando de Policiamento da Capital (CPC) garantiu patrulhamento ostensivo, inclusive com a ida do efetivo do administrativo e dos cursos de formação para as ruas neste período. Mas ressaltou ser importante que os próprios comerciantes também adotem medidas de autoproteção.