Sete pessoas de uma organização criminosa envolvida com o tráfico interestadual de drogas foram presas pela Polícia Civil no bairro Pongelupe, na região do Barreiro, em Belo Horizonte. Cem quilos de maconha também foram apreendidos na ação.

Segundo a polícia, entre os detidos está um homem, de 43 anos, morador de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, que estava foragido há cerca de seis anos. Ele é suspeito de integrar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e com conexões com um cartel colombiano de drogas e máfias europeias. “Ele estava foragido, com mandado de prisão da Polícia Federal (PF), já há alguns anos”, explicou Júlio Wilke, chefe do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Ele é apontado como um dos principais traficantes de Minas Gerais e tinha um mandado de prisão em aberto em decorrência de uma apreensão de quase quatro toneladas de cocaína realizada pela Polícia Federal em 2014, no porto de Santos (SP). Os entorpecentes seriam exportados para a Europa.

Outro preso de alta periculosidade é um homem, de 49 anos, também integrante do PCC, que havia sido preso pela Polícia Civil em 2006. Ele é considerado uma liderança do grupo na capital mineira. "Os outros cinco envolvidos, três homens e duas mulheres, são jovens da capital mineira, com idades entre 20 e 30 anos, com poder hierárquico bem abaixo dos outros dois”, detalhou o subinspetor Gabriel Bacelette.

De acordo com o delegado Windsor Mattos, a droga distribuída pelo grupo vinha do interior de São Paulo e passava por Uberlândia até chegar na capital mineira. Dois dos presos com mais destaque no grupo têm relação direta com uma conhecida facção criminosa, que possui ramificações em todo o país. “Um com muito destaque no interior de São Paulo – agora migrando para o nosso estado – e o outro, já de longa data, vem abastecendo, principalmente, o aglomerado da Pedreira (Pedreira Prado Lopes) com crack e cocaína”.

Além das maconha, a polícia apreendeu dois veículos, duas balanças eletrônicas e outros materiais relacionados ao tráfico. Os sete suspeitos foram presos por tráfico e associação para o tráfico e podem pegar pena de até 20 anos.