Poucas horas após o fisiculturista Allan Guimarães Pontello morrer na boate Hangar 677, na madrugada deste sábado (2), várias pessoas já protestavam na página do Facebook da casa, reclamando, na maior parte dos posts, contra o tratamento dos seguranças. 

Numa das mensagens, inclusive, um internauta fala de “seguranças assassinos, que ao invés de proteger e garantir a segurança de todos, te faz sentir medo”. Em seguida, diz esperar que “paguem muito caro por terem tirado a vida desses meninos, e de forma tão cruel”. O post refere-se à versão em que o fisiculturista teria sido levado pelos seguranças e aparecido morto, feita por amigos de Allan.

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De acordo com o depoimento dos seguranças à Polícia Militar, Allan foi flagrado usando drogas e teria tentando fugir, sofrendo um ataque cardíaco.

“Vocês têm noção disso? Fechar, ser preso e pagar uma multa indenizatória altíssima pras famílias é o mínimo, e é muito pouco”, prossegue um post. Outro internauta postou que a morte aconteceu “por mais uma abordagem dos 'seguranças' bandidos armados que a casa emprega”.

Na própria página da Hangar 677 foi criada a hastag #forahangar677, enquanto outros reclamavam da falta de uma declaração oficial da casa, localizada no bairro Olhos d'Água, região Oeste de Belo Horizonte. “Não há um comentário por parte do empreendimento. Acho isso impressionante”, escreve outro.

A reportagem do Hoje em Dia tentou contato com os responsáveis pela boate, mas até o momento nenhum representante foi localizado.