Mais três peças sacras levadas da Igreja do Pilar, em Ouro Preto, agora passam também a integrar a lista da Interpol, a Organização Internacional de Polícia Criminal. As obras do início do século XVIII e de grande valor artístico e econômico foram furtadas em 1973. Ao todo, foram 15 as peças roubadas, sete delas já estão na chamada "lista de difusão branca" . Atualmente, 44 obras são procuradas pelos 190 países membros da Interpol.

Os furtos, roubos e apropriações indevidas são responsáveis hoje pela perda de 60% dos bens sacros de todo Estado de acordo com a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais. “É preciso que o cidadão desperte sua atenção para o tema, pois esse patrimônio integra uma parcela importante da herança cultural dos mineiros e deve ser protegido e fruído por todos”, afirmou o promotor de justiça Marcos Paulo de Souza Miranda.

O comércio clandestino de bens culturais só está atrás, em volume de dinheiro movimentado, do tráfico de drogas e de armas, ainda segundo o promotor de Justiça. As peças desaparecidas podem estar em qualquer lugar: antiquários, residências particulares, à venda em leilões e até mesmo pela internet.

O Ministério Público ainda não conseguiu fotografias de doze das peças furtadas, com resolução suficiente para serem divulgadas pela Interpol.

Na lista, também foram inseridas informações de peças furtadas em outros municípios mineiros como as cidades de Campanha, Serro - Milho Verde e Serranos.

Denúncia
Informações sobre as peças podem ser encaminhadas para a Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais
E-mail: cppc@mpmg.mp.br
Telefone: (31) 3250-4620
Endereço: Rua Timbiras, 2.941, Barro Preto

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