Os constantes assédios de um pedreiro contra uma adolescente de 16 anos terminaram em agressões contra o irmão dela, de 15, que tentou defendê-la na manhã da última segunda-feira (8), em uma rua do bairro Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O suspeito, de 22 anos, acabou detido por importunação sexual e agressão. 

O caso aconteceu em frente à obra onde o homem trabalha, na rua Caraça, quando a menor e o parente estavam a caminho da escola. Em seu depoimento, ela relatou que todos os dias quando ia para aula passava em frente ao local e era assediada pelo mesmo pedreiro, que a chamava de "princesa" e "gostosa".

De acordo com a Polícia Militar (PM), a adolescente disse ainda que chegou a alertá-lo que era menor de idade, mas recebeu a resposta de que "não dá nada (sic)". Foi então que, cansada da situação, a garota passou a pedir que um de seus irmãos a acompanhasse no caminho.

Em seu depoimento, o garoto contou que, na segunda-feira, o pedreiro teria atravessado a rua para mexer com a irmã. Ele resolveu ir na direção do suspeito para exigir que ele respeitasse a menor, momento em que teria sido recebido com socos no rosto. A briga foi separada pela própria garota. 

Em sua versão, o trabalhador disse que o menor agredido sempre passava pelo seu local de trabalho e fazia ameaças contra ele, o que o teria levado a desferir os socos. O pedreiro alegou ainda que a menina teria dado vários tapas em seu rosto durante a confusão. Por fim, o suspeito disse que nunca mexeu com a adolescente, se limitando a dar bom dia para todos que passam na via, inclusive ela. 

Colega do pedreiro confirma versão da vítima

Ainda de acordo com a PM, entretanto, um colega de trabalho do homem acabou confirmado a versão relatada pelas vítimas, dizendo que estava com ele em frente à obra quando, ao avistar os irmãos, ele teria atravessado a rua. O garoto teria então voltado na direção do pedreiro, sendo agredido "sem motivo". 

A responsável pela segurança do trabalho da obra inclusive relatou que a adolescente já teria a procurado para reclamar das importunações sexuais. Ela afirmou ainda que sempre orienta os funcionários a não mexerem com as pessoas que passam pela rua. 

Todos os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia Adjunta ao Juizado Especial Criminal (Deajec). 

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