Os réus Rodney Balbino Leonardi, o “Robocop”, e seu irmão Robert Balbino Leonardi, o "Betinho", acusados do homicídio qualificado de duas pessoas em São José da Lapa, na RMBH, foram interrogados no julgamento que acontece na tarde desta terça-feira (22), em Belo Horizonte. 
 
O julgamento começou na parte da manhã com o depoimento de Johnny Luiz Rodrigues Moreira sem a presença dos réus em plenário. Ele reconheceu que os dois réus tinham envolvimento com o tráfico de drogas na região, mas negou ter havido qualquer desentendimento com os acusados. Ele confirmou que no dia do crime estava com a outra vítima próximo ao local de uma festa e que o réu Betinho disparou vários tiros contra Deivisson Rodrigues Reis, que já tinha desavenças anteriores com o autor dos disparos.
 
Johnny afirmou também que, após os tiros, ele e a outra vítima correram e se esconderam atrás de um bar, por quase 30 minutos e que, posteriormente, houve troca de tiros entre Betinho e Deivisson. Ele confirmou que só recebeu os tiros porque estava em companhia de Deivisson, pois não tinha nenhuma desavença com Betinho. Johnny disse ter certeza de que recebeu os disparos vindos das armas de Betinho e Robocop. 
 
A vítima confirmou que o desentendimento entre Betinho e a outra vítima era por causa de um CD e de uma blusa. Johnny confirmou que Deivisson tinha uma arma de fogo porque trabalhava como vigia. Após quase uma hora de depoimento, a vítima confirmou que foram os réus Betinho e Robocop que atiraram nele e em Deivisson.
 
Em seguida depôs uma testemunha de defesa de Robocop. Ela disse que Deivisson, no dia do crime, comentou que estava "doidão" e iria dar uns tiros em alguém naquele dia. Contou ter o visto armado no dia do crime.
 
Versão dos réus
 
O interrogatório de Robocop começou por volta de 12h20. Ele disse que no dia do crime não estava armado, pois já ia se aposentar e sua arma estava no batalhão. Confirmou ter ouvido os tiros no dia do crime e pensou em acionar a Polícia Militar, mas desistiu após ouvir as sirenes da PM. Destacou que estava e permaneceu em casa na hora dos fatos. Afirmou que o apelido de Robocop é devido ao combate ao crime. Ressaltou que sempre procurou preservar a vida, ajudar a sociedade e se considera um policial extremamente correto.
 
O último a ser ouvido antes dos debates foi o acusado Betinho, que negou participação no crime. Contou que estava tomando um caldo na casa de uma mulher conhecida como “Ceará”. Disse ainda que nunca teve desavença com Deivisson e que chegou em casa 20 minutos depois dos tiros e que, naquele momento, seu irmão estava com duas pessoas. Afirmou não saber sobre qualquer furto de CD ou de camisa. Por fim, disse que Deivisson é acusado de atirar contra um outro irmão do réu depois dos fatos. (*Com TJMG)