Pais que encontrarem irregularidades no cumprimento das medidas sanitárias de combate à Covid-19 em escolas municipais e particulares infantis de Belo Horizonte devem denunciar a situação à prefeitura da capital, por meio do telefone 156 ou pelo portal. Os locais relatados serão investigados pelos agentes municipais.

Entre as regras que precisam ser cumpridas nas unidades públicas de educação estão o respeito ao espaçamento mínimo de 2 metros entre as carteiras, à alimentação dentro da sala de aula, disponibilidade de professor exclusivo, além de uso obrigatório de máscaras, entre outras (veja aqui).

Já na rede privada, o protocolo próprio, criado pelo Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep), prevê distanciamento mínimo de 1,5 metro entre alunos, pessoal docente e técnico-administrativo; uso de máscara; constante higiene das mãos; ventilação natural dos ambientes; medição de temperatura, entre outros (veja aqui). 

O ensino infantil, para crianças de até 5 anos, retornou em datas diferentes em BH, após 13 meses suspenso devido à pandemia. Nas instituições particulares, conforme o Sinep, a retomada ocorreu em 1.455 creches e maternais na segunda-feira passada (26).

Em outras 360 unidades, no entanto, a volta estava programada para ocorrer nessa segunda (3), porque essas unidades ainda precisavam realizar adaptações estruturais para receber os alunos. Ao todo, segundo o Censo Escolar de 2019, a cidade tem cerca de 10 mil estudantes de até 5 anos na rede particular, mas não há estimativas de quantos deles retornaram, conforme o sindicato.

"Nós continuamos funcionando, segunda semana, com uma adesão, nas escolas menores, a adesão é maior, com 80% dos alunos [que retornaram], porque elas já têm um número reduzido de alunos em sala. Nas escolas maiores, a adesão chega de 60, 65%", explicou Zuleica Reis, presidente do Sinep, nesta terça-feira (4).

Rede pública

Nas escolas municipais, a retomada às aulas presenciais ocorreu nessa segunda-feira (3). O retorno ocorre em meio à vigência de uma greve sanitária, deflagrada em 20 de abril pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) e mantida, após nova votação, na última sexta-feira (30), pelos docentes.

Nesse mesmo dia, o Sind-Rede divulgou que a adesão à greve era de 70% dos profissionais. Já um levantamento da Secretaria de Educação (Smed), informado ao Hoje em Dia na noite dessa segunda-feira (3), afirmava que cerca de 32% dos professores aderiram à paralisação do setor e, portanto, não compareceram às unidades de ensino. As divergências não foram comentadas pelos citados.

De acordo com a PBH, o retorno do ensino infantil só não ocorreu, devido à greve, em pouco mais de 10% das escolas municipais. Já em relação à adesão das famílias - ou seja, às mães, pais e responsáveis que efetivamente levaram os filhos para as escolas na segunda - a administração municipou afirmou que "os dados serão consolidados ao longo dessa semana, considerando que o retorno está se dando de forma gradativa".

Conforme a PBH, os pais que quiserem saber se a unidade escolar do filho está em funcionamento devem entrar em contato com as escolas.

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