“É fundamental mantermos, neste momento de crescimento dos casos de Covid-19 no Estado, o isolamento social. É a única forma de reduzirmos o aumento dos casos, preservamos a saúde das pessoas e termos condições de adaptar a rede da saúde para atender aos casos novos que vão aparecer. Sabemos da dificuldade de ficar isolados, de mantermos a restrição de circulação, mas é um consenso mundial que é importante para preservar vidas”, alertou nesta quarta-feira o secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais, Carlos Eduardo Amaral Pereira, em entrevista coletiva virtual concedida à imprensa.

Sobre quando Minas Gerais deve receber os R$ 8 bilhões anunciados pelo governo federal para ajuda às ações de combate ao avanço do novo coronavírus, o secretário informou que o Estado já recebeu R$ 43 milhões do Ministério da Saúde, direcionados à ampliação de leitos de terapia intensiva, para atender a pacientes mais graves. Nesta quarta-feira, revelou ainda, Minas foi contemplada com uma portaria da mesma pasta federal no valor de R$ 60 milhões. A forma de emprego desses recursos, segundo Pereira, será definida em um acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Minas Gerais (Cosems-MG).

Carlos Eduardo Amaral Pereira secretário de saúde de Minas GeraisSecretário da saúde de Minas Gerais defende o isolamento social neste momento de crescimento da pandemia de coronavírus no Brasil

“Entendemos que teremos vários outros repasses do Ministério da Saúde, além dos kits e equipamentos que a pasta já nos tem enviado”, disse ainda.

De acordo com o secretário, o Estado está direcionando sua atuação para buscar cofinanciar instituições de saúde e prefeituras, na regulamentação da saúde e na emissão de notas que sirvam para todo o direcionamento do setor no Estado, além do recrutamento de leitos em todos os municípios mineiros, para o caso de aumento da demanda.

“Estamos fazendo avaliação de toda possível abertura de leito no Estado. No caso dos hospitais regionais, os temos como obras paradas, que estão abaixo de 60% para serem concluídas e nos parece muito precoce retomar estas obras neste momento. Temos um prazo curto e concluir obras grandes como estas não é o caminho neste momento. Precisamos de leitos que entrem em operação de forma mais rápida”, afirmou Carlos Eduardo Pereira.

VACINAÇÃO

Quanto à preocupação de pessoas, idosos, em especial, que têm procurado postos de saúde e não encontram doses da vacina contra a H1N1, Carlos Eduardo Pereira afirmou que Minas receberá 12 lotes de vacinas do Ministério da Saúde e que não faltará o medicamento para ninguém no Estado. Em 16 de março, segundo ele, chegaram a Minas 913 mil doses. Em seguida, no dia 23, outras 592 mil doses, que estão sendo distribuídas neste momento. Falta ainda, portanto, a chegada de dez lotes da vacina contra a gripe ao Estado.

“Não há necessidade de correria para a vacinação contra o H1N1, que é um vírus diferente do coronavírus. Filas não são adequadas e podem colocar as pessoas em risco. Sugerimos que as pessoas tentem agendar, que procurem postos sem filas. Neste ano, o período de vacinação será maior. Haverá vacina para todos e ela não pode ser associada a um aumento do risco de coronavírus, alertou o secretário de Saúde de Minas Gerais.