Além do adiamento do pico do novo coronavírus em Minas, anunciado nesta quarta-feira (8) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o isolamento social pode contribuir, até momento, para uma redução de 38% nos pedidos de internação de pacientes. Na primeira projeção da explosão dos casos feita pela pasta, a expectativa era a de que 14,5 mil pessoas precisassem de um leito.

Agora, se o pico se mantiver entre 3 e 4 de maio, devem ser cerca de 5,5 mil doentes à espera de uma vaga no sistema de saúde. A estimativa foi dada pelo titular da SES, Carlos Eduardo Amaral, durante entrevista coletiva virtual concedida na tarde desta quinta-feira (9).

Inicialmente, a explosão do número de contaminados pela Covid-19 seria no início de abril. Depois, passou para 25 a 27 do mesmo mês - com projeção de 9,5 mil mineiros necessitando da hospitalização.

Tem resultado

Segundo Carlos Eduardo Amaral, o isolamento social, somado às ações de lavar corretamente as mãos e o uso geral das máscaras cirúrgicas, está contribuindo para as novas projeções. O secretário alerta, porém, para o risco de as pessoas acreditarem que as estimativas sejam um sinal para afrouxamento da quarentena.

“Se as coisas mudarem, se nesse feriado todas as pessoas forem para as ruas, toda essa projeção passa a não valer mais”, destacou o gestor, sinalizando que o descumprimento do isolamento pode resultar no adiantamento do pico.

O secretário afirma que o distanciamento social será mantido. “Pois não queremos que se tenha um pico em 3 de maio, mas queremos um platô. De uma forma geral, nesta data, teríamos 2 mil casos necessitando de CTI por conta da Covid-19. Mas é bom ressaltar que as pessoas continuam tendo infarto, derrame”, frisou.

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