Subiu para 18 o número de mulheres que denunciaram um médico ginecologista de 74 anos, do Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte. Os abusos teriam ocorrido durante os atendimentos e, além das pacientes, uma funcionária também alega ter sido vítima. 

Até então, haviam sido feitas 12 denúncias contra ele, mas com a repercussão do caso, outras mulheres procuraram a delegacia para formalizar as denúncias. Um primeiro inquérito contra o médico já foi concluído e ele foi indiciado por importunação sexual. Mas com a chegada de novas vítimas, há outro inquérito em andamento. 

O médico, que alega inocência, chegou a ser preso, mas deixou a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de BH, no dia 29 de novembro, após pagar fiança. A defesa declarou, na ocasião, que não havia elementos suficientes para manter o ginecologista detido.

O crime de importunação sexual tem pena prevista de 1 a 5 anos de reclusão.

Relembre

As acusações contra o médico vieram à tona no dia 27 de novembro, depois que uma jovem, de 22 anos, contou que foi assediada pelo profissional. O ginecologista teria dito: "Ei loirinha, deu química" e "toda loirinha gosta de um negão", fazendo referência ao namorado dela, que estava no local. 

Após iniciar a consulta, o idoso teria feito um exame de toque na vítima, momento em que chegou a dizer "que periquitinha quente". Depois disso, ela teria se levantado. O ginecologista, em seguida, teria segurado ela pelo braço, tentando beijá-la. O suspeito pediu, então, que a vítima ligasse para marcar uma nova consulta, completando que só ele cuidaria dela.

Suspensão

Por nota, o Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé informou que afastou o médico das atividades imediatamente após tomar conhecimento das denúncias. "Com o desdobramento legal do caso até o momento, o hospital suspendeu por tempo indeterminado todas as atividades do profissional (consulta, plantão e cirurgias)", diz o texto. 

Ainda conforme o hospital, se as denúncias ficarem comprovadas, a instituição cumprirá o que determina o regimento interno, que pode levar à expulsão definitiva do médico dos quadros do hospital. "Além disso, ato administrativo da comissão de ética enviará relato ao Conselho Regional de Medicina (CRM-MG) para as medidas cabíveis no âmbito profissional. Ressaltamos que o hospital não prejulgará o profissional, tendo seu afastamento até o momento caráter preventivo", completa. 

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