#JaneiroRoxo: preconceito ainda é maior vilão contra hanseníase

Anderson Rocha
29/01/2019 às 16:36.
Atualizado em 05/09/2021 às 16:17
 (Tânia Rêgo)

(Tânia Rêgo)

Teve início nesse domingo (27) e vai até esta quinta-feira (31) a Semana Mundial de Enfrentamento à Hanseníase. O objetivo é alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, além de incentivar a procura precoce pelos serviços de saúde e retirar alguns estigmas relacionados ao mal. Veja alguns:

Não se pega hanseníase por meio de:

  • Compartilhamento de copos, pratos, talheres, não havendo necessidade de separar utensílios domésticos da pessoa com hanseníase;
  • Utilização de assentos, como cadeiras, bancos;
  • Apertos de mão, abraço, beijo e contatos rápidos em transporte coletivos ou serviços de saúde;
  • Picada de inseto;
  • Relação sexual;
  • Aleitamento materno;
  • Doação de sangue.

De acordo com a diretora de Vigilância de Doenças Crônicas Transmissíveis, Não Transmissíveis e Causas Externas da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Janaína Passos de Paula, o estigma é o maior desafio que a doença provoca, o que pode dificultar a procura pelo diagnóstico e adesão ao tratamento, bem como o afastamento social. 

"Por isso, é importante afirmar que o diagnóstico de hanseníase deve ser recebido de modo semelhante ao de outras doenças curáveis e precisa ser feito o quanto antes, para evitar sequelas físicas para o paciente. Os profissionais de saúde devem estar atentos para identificar os casos na população da sua área de abrangência”, afirmou. 

Também é objetivo da campanha mobilizar os profissionais da área quanto à busca ativa de casos novos e realização de exames para diagnóstico e cura da doença. 

“É um período importante, porque busca chamar a atenção da população e dos órgãos públicos para a relevância de se discutir estratégias para o diagnóstico precoce da hanseníase, não só em janeiro, mas durante os outros meses do ano e contribuir, assim, para a melhoria dos aspectos de detecção de casos, tratamento, cuidado e reabilitação e para evitar o estigma e discriminação de pacientes com hanseníase e suas famílias”, disse Janaína. 

Janeiro Roxo

A cor oficial do mês de janeiro foi consolidada em 2016 pelo Ministério da Saúde. Janaína Passos reforça que a doença tem cura e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

“O tratamento da hanseníase é gratuito e está disponível para toda a população em todos os postos de saúde. Após iniciar o tratamento, que pode durar de 6 a 12 meses, o paciente não transmite mais a doença para as pessoas com quem convive. Se os contatos mais próximos do paciente e a população em geral conhecerem melhor o que é a hanseníase, o diagnóstico será feito precocemente, sem deformidades, e o tratamento será realizado adequadamente”, esclareceu.

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