Aos poucos, o cenário da Casa do Baile, na orla da Lagoa da Pampulha, vai mudando. Desde esta segunda-feira (4), os jardins do espaço estão sendo restaurados. As obras, que irão contemplar outras quatro áreas verdes projetadas pelo urbanista Roberto Burle Marx, no entorno de um dos principais símbolos da capital mineira, é uma contrapartida aplicada à EPO Engenharia, por construção irregular.

A expectativa, de acordo com a Fundação Municipal de Cultura, é de que até junho a recuperação das áreas verdes da Casa do Baile, do Museu de Arte da Pampulha e da Casa Kubitschek tenham sido recuperados.

O projeto da Casa JK inclui ainda a reforma do imóvel, que abrigará uma extensão do Museu Histórico Abílio Barreto. Nos fundos do imóvel será erguido um pequeno edifício que servirá como reserva técnica do museu.

O projeto

A primeira etapa dos trabalhos consiste na supressão das árvores e adequação dos jardins. Por enquanto, as áreas estão recebendo isolamento com tapumes para, em seguida, começar a retirada das plantas danificadas e realocação de novas espécies verdes.

O projeto, executado pela empresa de engenharia tem consultoria do arquiteto Ricardo Lanna, autor do livro ‘Arquitetos da paisagem – Memoráveis jardins de Roberto Burle Marx e Henrique Lahmeyer de Mello Barreto’.
A segunda etapa das obras, da qual fazem parte a Igreja de São Francisco de Assis e a Praça Dalva Simão, deve ser concluída em janeiro de 2014.

O objetivo da ação é recuperar a desenho original dos jardins, uma contratação do arquiteto Oscar Niemeyer, na década de 1940. Também serão recuperadas fachadas e calçadas dos espaços.