A juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva encerrou às 21h43 o dia de julgamento do ex-delegado da Polícia Civil Geraldo do Amaral Toledo Neto, 42 anos. Os trabalhos acontecem em Ouro Preto, Região Central de Minas. O réu é acusado de assassinar a namorada dele, Amanda Linhares Santos, 17 anos. A sessão será retomada na quarta (2) às 12 horas.

O julgamento teve início às 12 horas desta terça-feira (1º). A última pessoa arrolada pela defesa foi uma ex-namorada do réu. Também foram ouvidas outra ex-namoradora e a atual companheira de Toledo. Durante depoimento elas falaram sobre personalidade do réu

Além delas, prestaram depoimento um perito criminal aposentado que prestou consultoria, sem custos, para a defesa do réu. Ao longo do dia, também foram ouvidos uma amiga da vítima, a perita criminal que participou da reconstituição do crime, o médico legista que realizou exames na vítima e a delegada que presidiu o inquérito. A primeira testemunha a falar foi a mãe da vítima.

O crime

Toledo é indiciado por homicídio consumado qualificado e por fraude processual (quando há destruição de provas). O ex-delegado teria, segundo o Ministério Público, atirado na cabeça da adolescente no dia 14 de abril de 2013, em um trecho da estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas.

A jovem chegou a ser socorrida e ficou 50 dias internada em um hospital de Belo Horizonte, mas acabou não resistindo ao traumatismo craniano.

A denúncia apresentada pela Polícia Civil à Justiça mostra que o delegado contou com a ajuda da ex-namorada e de três amigos. Todos foram indiciados por fraude processual.

Ao todo, o inquérito tem 1.478 páginas. Foram ouvidas 50 pessoas, realizadas 20 perícias criminais e médico-legal e feita a quebra de sigilo de 13 linhas telefônicas - três de Toledo, duas de Amanda e cinco de outras testemunhas.