O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte acatou na tarde desta segunda-feira (8), o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que o inquérito referente ao desabamento do viaduto Batalha dos Guararapes, em julho de 2014, seja encaminhado a uma Vara Criminal e não ao Tribunal do Júri.
 
A solicitação partiu dos promotores, que concluíram não ter sido caracterizado o crime de homicídio, mas sim de desabamento, qualificado pelo resultado morte e lesões corporais. A queda da estrutura matou duas pessoas e outras 23 ficaram feridas.
 
Com a decisão, o caso não será julgado pelo Tribunal do Júri. Cabe ao júri popular a análise de crimes contra a vida, como o homicídio. Já os outros tipos de crimes, inclusive os que podem resultar em morte, ficam a cargo das Varas Criminais. Paralelo ao processo criminal, o MP ainda atua no caso no que se refere à área cível.
 
Ouvido em 3 de junho sobre o desabamento, o ex-secretário de Obras e de Infraestrutura de Belo Horizonte e superintendente interino da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), José Lauro Nogueira Terror, negou que tenha havido omissão por parte da prefeitura. 
 
"A secretaria usou de todos os seus recursos para acompanhar projetos e obras de forma adequada. Houve um erro de projeto e a Sudecap não revisa cálculos estruturais", alegou Terror. Segundo ele, todo o projeto foi licitado e aprovado entre 2009 e 2011, antes que ele assumisse o cargo, em meados de 2012.
 
Assista ao vídeo do momento em que o viaduto na avenida Pedro I desabou em Belo Horizonte:
 
 
Confira a galeria da tragédia em Belo Horizonte:
(* Com Alessandra Mendes - Hoje em Dia)