O inquérito da Polícia Civil que apurou as causas da tragédia chegou às mãos do Ministério Público no fim da tarde desta quarta-feira (24).

O promotor Antônio Carlos de Oliveira, da cidade Mariana, região Central do Estado, analisa o documento e dará um parecer favorável ou contrário ao pedido de prisão preventiva de seis funcionários da mineradora, bem como de um engenheiro da Vogbr, responsável pela declaração de estabilidade da barragem.

Embora Antônio Carlos tenha um prazo de 30 dias para concluir esse trabalho, ele informou que pretende agilizar o serviço, dando um posicionamento até sexta-feira (26). A partir daí o inquérito será encaminhado a um juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

O magistrado levará em consideração o posicionamento da Polícia Civil e do Ministério Público, no entanto, terá autonomia para tomar a própria decisão sobre o pedido de prisão dos sete indiciados.

Repercussão

A possibilidade de que funcionários da Samarco fiquem atrás das grades não comoveu os moradores de Bento Rodrigues, um dos distritos mais afetados pelo rompimento da barragem.

Se a Justiça concluir que eles são culpados, quero sim que paguem pelo erro. Mas, neste momento, isso não é o mais importante. Nossa prioridade agora é garantir o pagamento de nossos direitos”, disse José do Nascimento de Jesus, representante da comunidade.