Justiça autoriza e prefeitura fará a demolição de prédio que tombou em Betim

Marina Proton
mproton@hojeemdia.com.br
24/11/2020 às 08:54.
Atualizado em 27/10/2021 às 05:07
 (Prefeitura de Betim/Divulgação )

(Prefeitura de Betim/Divulgação )

Uma decisão expedida no fim da tarde de segunda-feira (23) autoriza a prefeitura de Betim a demolir parte da obra do prédio que tombou na última terça (17), no bairro Ponte Alta, deixando 15 famílias, que moram no entorno do local, desabrigadas. Uma vistoria foi feita na manhã desta terça-feira (24).

No documento, o juiz responsável, Taunier Cristian Malheiros Lima, determina que a demolição seja feita de forma imediata. No entanto, é preciso que, antes, seja realizada uma vistoria prévia que indique as possíveis causas do desabamento do edifício.

A análise será feita nesta terça pela Comissão de Avaliação de Imóveis da prefeitura da cidade. Segundo a Procuradoria-Geral do Município, o processo para demolir o edifício será iniciado caso a comissão identifique, após a análise, que não há como recuperar o imóvel, apontando as possíveis causas do acidente. 

Na última sexta (20), a construtora havia sido responsabilizada por demolir a estrutura da construção, devendo providenciar hospedagem, alimentação, vestuário e assistência de saúde para todas as 15 famílias impedidas de retornar às suas residências em decorrência da interdição causada pelo tombamento do prédio.

O acidente

De acordo com o Corpo de Bombeiros o prédio em construção inclinou-se e vizinhos ouviram estalos vindos da estrutura do edifício. Cerca de 15 famílias de residências próximas foram retiradas do local. Ninguém se feriu.

Uma avaliação inicial dos militares indicou que parte do terreno onde fica a construção cedeu, causando o tombamento da estrutura. Os dois primeiros andares do residencial foram prensados pelo restante da construção. Ainda segundo os bombeiros, o incidente pode ter sido causado pela grande quantidade de chuva.

Suporte às famílias

Em nota, a Prefeitura de Betim informou que tem garantido apoio socioassistencial aos moradores desalojados. De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), o abrigamento se dá, caso necessário, em locais públicos. No entanto, as famílias retiradas da região optaram por se instalar em casas de familiares. 

Com a incerteza quanto ao retorno às residências, a prefeitura disse, também, que poderá garantir aos moradores instalações em estabelecimentos comerciais privados. Se necessário, os custos serão cobrados judicialmente da construtora posteriormente.

Outra medida tomada pela prefeitura foi a instalação de um posto de comando que oferece água, alimentação, pontos de eletricidade e materiais para dar apoio às equipes da Defesa Civil, Guarda Municipal, Polícia Militar e outros agentes.

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