Nesta quarta-feira (4), a Justiça do Paraná começou a ouvir os sete réus envolvidos no assassinato do jogador de futebol mineiro Daniel Corrêa de Freitas, em outubro de 2018. Allan Brittes, que está em liberdade desde o dia 7 de agosto, foi a primeira a ser ouvida pela juíza Luciani Martins de Paula, em Curitiba.

A jovem de 18 anos responde por coação de testemunhas, fraude processual e corrupção de menores. No depoimento, Allana teria dito que ela e a mãe, Cristiana, não participaram do homicídio. Ela teria falado ainda que as duas não teriam persuadido as testemunhas em um encontro no shopping de São José dos Pinhais no dia seguinte à morte do jogador. Somente o pai, Edison Brittes Jr, seria responsável pela orientação dada aos jovens sobre o que deveria ser dito à polícia.

Relembre o caso

Em 27 de outubro de 2018, Daniel foi encontrado morto em uma estrada rural de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com o pênis decepado e praticamente decapitado, após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, numa casa noturna. Após o evento, o jogador teria ido até a casa da aniversariante e foi flagrado por Edison na mesma cama que Cristiana Brittes, sua esposa, que dormia.

Réu confesso do homicídio, Edison acusou Daniel de tentar estuprar a esposa e passou a agredi-lo com a ajuda de outros convidados. Daniel havia feito fotos ao lado da mulher e enviado para amigos em um grupo de WhatsApp. Depois de ser duramente espancado, ele foi levado para a estrada rural, onde foi torturado e assassinado.

Nascido em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e criado em Conselheiro Lafaiete, na região Central de Minas, Daniel Correa tinha contrato com o São Paulo e estava emprestado ao São Bento de Sorocaba. Revelado pelo Cruzeiro, ele jogou ainda pelo Botafogo e Coritiba.

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