A Justiça determinou a interdição parcial do Presídio de Poços de Caldas, no Sul de Minas. Atualmente a instituição penitenciária abriga 300 detentos, mas sua capacidade é para 118. Com a determinação judicial, novos presos terão que ser encaminhados para outras unidades da região.

A Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap) informou que foi notificada da decisão e que vai cumprir a determinação judicial. A pasta afirma ainda que participa semanalmente das reuniões do Grupo de Monitoração e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), realizada com a presença do secretário de Estado de Segurança Pública e de Administração Prisional, juízes das Varas de Execuções de várias comarcas do Estado e demais representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública.

“As reuniões buscam estreitar o diálogo com todos os órgãos que trabalham diretamente com a justiça criminal, com a finalidade de buscar soluções conjuntas para as questões pertinentes ao sistema carcerário de Minas Gerais”, esclareceu a Seap, afirmando ainda que a atual gestão herdou o sistema prisional carente de investimentos no âmbito de pessoal e de infraestrutura, com uma população carcerária bem acima da capacidade das unidades prisionais.

A interdição, segundo a 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, é resultado de um processo que teve início em 2014 após um motim na unidade, quando um detento morreu e outro foi baleado na perna.