O julgamento de dois dos cinco seguranças indiciados por matar o fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, em uma boate de Belo Horizonte, teve que ser adiado depois que o advogado de defesa dos réus passou mal. A audiência, que entraria no 2º dia nesta terça-feira (25), estava prevista para começar às 8h40. 

No entanto, o defensor Ércio Quaresma foi internado. No dia anterior, ele havia tido uma crise renal, mas depois de medicado, a sessão prosseguiu. De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o julgamento foi remarcado para recomeçar às 14h no Fórum Lafayette.

Inicialmente, um terceiro suspeito também sentaria no banco dos réus, mas o advogado do acusado está hospitalizado e o julgamento foi desmembrado. De acordo com a assessoria do fórum, no 1º dia de audiência foram ouvidas oito testemunhas de defesa. Estava previsto que os réus prestariam depoimento nesta terça, quando a sentença seria conhecida.

Assassinato

O crime aconteceu na madrugada de 2 de setembro de 2017, em uma boate no bairro Olhos D’Água. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Pontelo teria sido abordado por dois seguranças no banheiro da boate após uma denúncia de que estaria traficando drogas. A vítima teria sido levada para uma área restrita e se recusado a ser revistada, sendo depois espancada até a morte, segundo a acusação do MP. O laudo da necropsia revelou que o fisiculturista morreu por "asfixia mecânica por constrição extrínseca do pescoço”.

Os julgamentos de outros dois seguranças denunciados pelo homicídio acontecerão posteriormente. Um quinto funcionário, que havia sido denunciado pelo Ministério Público, foi considerado impronunciado, ou seja, o juiz não se convenceu dos indícios que sugeriam a participação dele na morte.

Os réus negam o crime e afirmam que a vítima estaria traficando drogas dentro da boate. 

*Com Cinthya Oliveira

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