O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, nesta quarta-feira (12), manter a prisão do promotor de Justiça, de 42 anos, denunciado pelo homicídio da mulher, em 2 de abril. Desde 4 de abril, ele está preso em uma unidade do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte.

No último dia 3, o suspeito teve a prisão convertida em preventiva pelo TJMG após ser acusado de feminicídio. Houve, ainda, os agravantes de motivo torpe, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, já que o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que a mulher sofreu envenenamento.

Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o assassinato foi motivado porque a vítima "não conseguia cumprir o papel de esposa e de mãe". A depressão profunda que ela enfrentava, agravada por problemas com álcool e remédios, teria colaborado para que o relacionamento se desgastasse. Ainda segundo a denúncia, ela foi intoxicada pelo marido com medicamentos e bebida. Mas, como ela não morreu, ele a esganou.

Em 3 de abril, a mulher foi encontrada morta no apartamento do casal, no bairro Buritis, na região Oeste de BH. Na ocasião, o médico que emitiu relatório sobre o óbito teria declarado a causa primária da morte como pneumonite, uma inflamação nos pulmões que pode ser causada por diversos fatores ou mesmo que ela poderia ter morrido por intoxicação.

A reportagem não conseguiu falar com advogado que defende o promotor.