“Eu já disse: se não tiver trocador, não tem aumento”. O prefeito Alexandre Kalil (PSD) reafirmou, na manhã deste sábado (24), que não haverá reajuste nas tarifas de ônibus em Belo Horizonte se as empresas do transporte coletivo não retornarem com os cobradores aos postos. 

As declarações ocorreram durante visita às obras do Campo do Cigano, no bairro Lagoa, em Venda Nova. Na edição digital deste sábado, o Hoje em Dia noticiou que as empresas sinalizaram, nessa sexta-feira, que irão propor uma elevação no valor das passagens. Para Kalil, o cenário só será aceito pela prefeitura se houver o cumprimento do contrato, com a presença dos agentes de bordo nos coletivos em horários previstos pela lei.

“Agora, se eles descumprem o contrato de um lado, o prefeito se julga no direito de descumprir o contrato de outro. Nós temos que chegar em um termo. O serviço de transporte tem melhorado, não se emplaca mais ônibus em Belo Horizonte sem ar-condicionado e sem suspensão a ar”, disse Kalil. 

O líder do Executivo informou que conversará com os empresários, mas que não aceitará pressão vinda dos administradores das empresas. Ele sinalizou que há um projeto já iniciado para expansão de pistas exclusivas para ônibus na avenida Amazonas - medida que atende uma solicitação das empresas. “Quem manda na Prefeitura de Belo Horizonte é prefeito, a Câmara de Vereadores, os órgãos responsáveis pelo trânsito e não é o Joel Paschoalin (presidente do Setra-BH)”, observou o prefeito.

Pedras em viadutos

A implantação de pedras embaixo de viadutos do Complexo da Lagoinha também foi defendida pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). Ele alegou que a população de rua que vivia nos espaços ateava fogo na estrutura dos elevados, fator que poderia gerar acidentes. 

As declarações ocorreram na manhã deste sábado (24), durante visita às obras do Campo do Cigano, no bairro Lagoa, em Venda Nova. O pedregulho foi colocado nos viadutos nesta semana, conforme noticiou o Hoje em Dia

De acordo com Kalil, o assunto foi tratado pelo departamento de obras da prefeitura e não foi avaliado pela Secretaria Municipal de Assistência Social. “Aquilo põe a população de Belo Horizonte em risco, aquilo derruba viaduto. Quando um viaduto daquele cair na cabeça, em um monte de carros, porque bandidos colocam fogo na estrutura dos viadutos, alguém vai ser responsabilizado”, diz. 

Kalil ainda diz que há uma complicação em tratar a situação da população de rua em Belo Horizonte, devido a atuação de órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública. “Tem a parte humana que temos que olhar. Agora, pelo amor de Deus, gente, proteger a estrutura de viaduto virou crime social, então esse povo está doido”, declarou. 

Obras 

As obras no campo do Cigano custaram, segundo a Sudecap, R$ 410 mil. Além de colocar um gradil para fechar o campo, o executivo municipal revitalizou ruas do entorno que eram utilizadas pela população para descarte irregular de lixo. 

Estiveram no local com o prefeito Alexandre Kalil, o vice-prefeito, Paulo Lamac, a presidente da Câmara Municial, Nely Aquino, o secretário municipal de obras, Josué Valadão, e o superintendente da Sudecap, Henrique Castilho. “Nós estamos trabalhando na cidade como um todo, em vários campos de futebol, a gente entende que é uma área de lazer que a população precisa para se divertir”, explicou Castilho. 

Os recursos para viabilizar a intervenção no Campo do Cigano são da prefeitura, segundo o gestor. "Quando a gente faz um trabalho desse a gente faz uma reunião com a comunidade para que eles possam dar andamento no trabalho que estamos fazendo". 

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