Mesmo com os três indicadores de monitoramento da Covid-19 em queda, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) decidiu nesta terça-feira (6) manter as restrições ao comércio não essencial de Belo Horizonte por tempo indeterminado. A decisão foi tomada após a antecipação da reunião semanal do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que acontece sempre às quartas-feiras.

Nesta terça, segundo o boletim epidemiológico, o número médio de transmissão por infectado chegou a em 0,98, abaixo de 1, que indica tendência de desaceleração. Mas o índice não foi acompanhado pela taxa de ocupação dos leitos de enfermaria, que mesmo caindo três pontos percentuais atingiu 79,1% e continua em alerta vermelho. O mesmo ocorreu com a terapia intensiva, que também teve queda de três pontos percentuais, mas segue à beira do colapso, com 95,9% de ocupação.

A decisão de fechar o comércio da capital mineira foi tomada há um mês e apenas os serviços essenciais devem permanecer em funcionamento. Aos domingos, supermercados, padarias, sacolões, lanchonetes, açougues e Mercado Central seguem sem autorização para abrir as portas.

Bares e restaurantes, exceto para delivery, cinemas, feiras, escolas, lojas de vestuário, academias, eventos e parques também não podem funcionar.

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