O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (7), que a prefeitura está tentando negociar diretamente com a sede da farmacêutica AstraZeneca a compra das vacinas da empresa em parceria com a Oxford.

"É a última esperança de Belo Horizonte", disse ele, em entrevista à rádio Bandeirantes de São Paulo. Kalil não deu mais detalhes sobre o assunto. O Hoje em Dia procurou a PBH e aguarda um retorno.

Kalil ainda afirmou que a Prefeitura de BH continua tentando comprar 4 milhões de doses de "todos os laboratórios". "Só tem um pequeno problema: não tem vacina para comprar. Eu tenho dinheiro para comprar à vista. Não preciso negociar, não. Mas não tem vacina".

O chefe do Executivo municipal criticou a demora na aquisição dos imunizantes no ano passado pelo governo federal. "Se tivesse comprado, teria ficado pela metade do preço", disse. Conforme Kalil, a compra teria sido "a coisa mais barata que o Brasil poderia fazer", já que a pandemia gera um alto custo às prefeituras.

"Nós temos um programa ininterrupto, desde março do ano passado, de nós distribuirmos 3,5 milhões de cestas básicas e 500 mil kits de higiene durante a pandemia. Custa muito caro a pandemia para eu tomar uma canetada na cara", disse, em referência à decisão liminar do STF de permitir o funcionamento de igrejas com público presencial.

Kalil também afirmou que BH é, entre as grandes capitais, a cidade com o menor índice de morte no Brasil. "Nós não podemos admitir, num país minimamente civilizado, que se caia 40 aviões por dia. Se não há indignação, se não há empatia, se você não conhece alguém que morreu ou que tá doente ou que tá entubado, a doença chegando agora a jovens, de 30, de 20 anos. Isso não é possível continuar", disse.

Leia mais:
Kalil espera que STF mantenha proibição de funcionamento de igrejas no país
Kalil defende lockdown nacional: "para dar chance ao Brasil de diminuir mortes"
Após 21 dias, SP volta a ter ocupação de leitos de UTI abaixo de 90%