Belo Horizonte ficará fechada por pelo menos duas semanas. Nos próximos 15 dias só os serviços essenciais terão autorização para funcionar na capital, devido ao aumento de casos da Covid-19 e alto índice de ocupação dos leitos de enfermarias e UTIs. A previsão foi dada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). 

O gestor prometeu que irá ajudar os comerciantes da cidade, em entrevista à rádio Itatiaia, nesta terça-feira (12). “Isso não está na mão do prefeito nem na mão dos médicos ou do comitê. Está nas mãos dos números, da capacidade médica que nós temos hoje".

Por conta do fechamento das atividades econômicas, o chefe do Executivo prometeu ajuda e pediu, mais uma vez, pediu desculpas aos lojistas. “Vamos ter que ajudar esse povo de qualquer maneira, nem que a prefeitura avalie financiamento, mas nós vamos ter que ajudar a essa população que sofreu tanto", disse Kalil, que ainda acrescentou:

"Os casos em Minas estão horrorizantes. Não quero que Belo Horizonte fique assim. Então, peço desculpas, entendo. Dei ordem de reunir todos e explicar o que está acontecendo, mas vamos ter que sacrificar porque a vacina está chegando”, afirmou.

Uma reunião com órgãos que representam o setor de comércio e serviços está marcada para a tarde desta terça-feira. Com a participação do secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis, os lojistas tentam uma flexibilização. 

“Não precisam ter dúvidas quanto à ajuda da prefeitura. A impressão que se dá, e isso é muito chato, muito ruim, até nojento, é que a gente faz por maldade. Quando você faz com o empresário, grande empresário, é uma coisa. Eu estou fazendo isso com comerciante de porta de loja, com quem vende na lanchonete, no restaurante, no barzinho, copo sujo. Isso é um negócio que destrói o prefeito, que arrasa o prefeito”.

Profissionais da saúde

Durante a entrevista, Kalil voltou a falar sobre o esgotamento dos profissionais de saúde, temendo um “rebote” no número de casos por conta das festas de fim de ano.

“Nós sabemos que há uma dificuldade enorme de mão de obra. Todo medico que trabalha no SUS, trabalha na rede privada. Quando tira férias, ele estrangula as duas. E isso pouca gente sabe. Esses profissionais que estão trabalhando, estão completamente esgotados. E mais, com números completamente assustadores, maiores que de agosto”.

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