O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), anunciou que o novo ambulatório de especialidades médicas do Hospital Odilon Behrens tem capacidade para atender até 8.300 pacientes por mês. O número representa uma ampliação de 30% nos atendimentos que eram realizados na antiga unidade. "Isso é muito significativo para quem não tem nada", destacou o chefe do executivo municipal.

Conforme a prefeitura, a nova sede do ambulatório foi inaugurada no último dia 23 de setembro e custou R$ 1,2 milhão para os cofres públicos. Na manhã desta quarta-feira (16), Kalil esteve na unidade de saúde e elogiou a infraestrutura do prédio. "Visitei o ambulatório e ele não perde em nada para o serviço particular", analisou.

Segundo Kalil, a prefeitura faz reuniões quinzenais para discutir a situação do Odilon Behrens, uma vez que a saúde pública enfrenta uma grave crise financeira. "Agora que a gente vem colher um pouquinho do fruto, do cuidado com a coisa pública, do cuidado com a saúde de Belo Horizonte, que vem sofrendo por causa de atrasos, que vem sofrendo com a falta de repasses", destacou. 

kalil no ambulatório do odilon behrens
Prefeito de BH esteve na nova unidade de saúde, no bairro São Cristóvão

Novo espaço

No espaço serão atendidas consultadas agendadas de quase 30 especialidades, incluindo dentista, fisioterapia e cirurgia plástica. De acordo com Danilo Borges Matias, superintendente do complexo hospitalar, 120 profissionais da área da saúde trabalham na unidade. "Mas ela tem capacidade para comportar até 150", informou. Ele destacou que vai atuar para que o ambulatório atinja 100% da capacidade. Porém, ainda não há previsão para contratação dos novos especialistas.

O novo ambulatório funciona das 8h às 18h, na rua Doutor João Carvalhais de Paiva, no bairro São Cristóvão, atrás da entrada principal do hospital. Conforme Matias, os pacientes atendidos no ambulatório são encaminhados por médicos de outras unidades de saúde.

Mário Penna

Durante a visita, Kalil também comentou a situação do Instituto Mário Penna, responsável pelos hospitais Luxemburgo e Mário Penna. Na segunda-feira (14), o Ministério Público pediu a intervenção do complexo devido à crise administrativa e financeira. O prefeito informou que há 60 dias adiantou R$ 5 milhões para o instituto. "Mas nós não podemos suportar o Estado nas costas da prefeitura. Essa ajuda já foi dada, mas temos que arrumar soluções definitivas para problemas tão graves quanto do Mário Penna", declarou.

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