Um dos maiores traficantes do Estado foi preso na última quarta-feira (21), por policiais civis do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa de Minas Gerais e de São Paulo, em virtude de um duplo homicídio, cometido no dia 18 de março deste ano, na região de Venda Nova.

Durante ação policial, também foram presos outros dois investigados, ligados ao grupo criminoso liderado pelo investigado. A ação aconteceu em Belo Horizonte, em cumprimento de mandados de prisão expedidos em virtude do envolvimento na morte de Sedeson Alves de Amorim Barroso (o Celim), de 25 anos, de Maxuel Martins da Silva (o Tuel), de 20, e ainda pela tentativa de homicídio de outras duas pessoas.

Com eles foram apreendidos celulares, dinheiro, carro, além de documentos, entre eles uma certidão judicial criminal negativa e uma certidão de antecedentes criminais, ambas com nomes falsos. Um quarto integrante do grupo continua foragido.

Segundo levantamentos realizados pela equipe da Delegacia Especializada em Homicídios de Venda Nova, o crime foi planejado e executado de maneira audaciosa, visto que os suspeitos utilizaram-se de coletes e armamento de grosso calibre durante ação criminosa.

De acordo com registros policiais, o líder do bando tem antecedentes criminais desde 1995, em virtude de um duplo homicídio. Em 2013, ele foi preso em flagrante, em Vespasiano, com mais de uma tonelada de maconha, 36 quilos de cocaína, além de armas, balança eletrônica e uma máquina de contar cédulas.

 

Crime planejado

Investigações apontam que o alvo do grupo seria Sedeson Alves, devido a uma desavença da vítima com Rildo. O conflito teve início a partir do momento em que Sedeson passou a abandonar carros que havia roubado próximo à região do bairro Santa Cruz, local onde Rildo comanda o esquema de tráfico de drogas. Tal atitude estaria atraindo o policiamento para a região e, consequentemente, intervindo na comercialização dos entorpecentes.

Mesmo sendo advertido, a vítima não só continuou levando os veículos para o local como, horas antes do crime, ele e alguns comparsas efetuaram diversos disparos contra o portão da casa da mãe do suspeito preso em São Paulo.

Os presos foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil com recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de tentativa de homicídio. O cabeça do grupo também irá responder por falsidade ideológica.