Os líderes de uma facção criminosa chamada "Teimosos" foram condenados pela morte de três pessoas e pela tentativa de homicídio de outra, crimes ocorridos em 2016, em Várzea da Palma. A ação ficou conhecida como a chacina de Nova Esperança. A decisão atende a uma recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPGM). 

Segundo a 2ª Promotoria de Justiça de Várzea da Palma, que denunciou os crimes, o principal motivo dos assassinatos seria a disputa entre grupos criminosos pelo domínio do tráfico de drogas na região. No entanto, uma das vítimas, uma empregada doméstica e mãe de quatro filhos, não teria envolvimento com essa briga, mas acabou sendo morta por engano. 

Foram condenados três líderes da facção criminosa, sendo que um deles foi condeando a 57 anos de prisão por dois assassinatos e uma tentativa de homicídio; outro, a 84 anos de prisão por três homicídios e uma tentativa; e o terceiro, a 76 anos de reclusão pelos mesmos três assassinatos e uma tentativa. Um quarto envolvido nos crimes está foragido e teve prisão preventiva decretada.

Entenda

As investigações dão conta de que no dia 20 de agosto de 2016, por volta de 23h30, no bairro Nova Esperança, os três integrantes da quadrilha, a mando de um dos líderes, assassinaram, em uma emboscada, um rival e feriram outro gravemente no meio da rua, colocando em risco a vida de pessoas que passavam por ali. O objetivo foi dominar o tráfico de drogas na região. 

Neste mesmo dia, pouco tempo depois, eles ainda mataram outro integrante da gangue rival no banheiro de uma casa de shows, onde acontecia uma festa ainda no bairro Nova Esperança. Na ocasião, a empregada doméstica foi morta por engano. 

Antes dos crimes, o grupo ainda efetuou dezenas de disparos no meio das pessoas, durante a festa, para mostrar o seu poder.