Um dos três maiores laboratórios do Brasil, o Hermes Pardini foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais por ter trocado um exame de DNA para comprovação de paternidade. O exame foi solicitado pelo estudante Mario José Oliveira Neto, que tenta provar na Justiça ser filho de Adilson Luiz Souza Costa.

Supresa

Mas o exame trouxe um resultado que não tem nada a ver com o solicitado por Neto. O laudo, elaborado pelos professores pardais e computadores piratas do laboratório, concluiu que o estudante estaria com leucemia(câncer no sangue).

Troca

Conclusão da Justiça:

o laboratório trocou o material coletado por Neto com o de outro paciente, aquele que realmente havia solicitado exame para a comprovar a leucemia.

Efeitos

Na avaliação dos desembargadores que deram a sentença, o erro do Hermes Pardini, ocorrido na coleta do material genético, provocou danos irreparáveis a Mário Oliveira Neto, o suposto filho.

Acórdão

“O resultado equivocado no exame de DNA não consistiu em mero dissabor ou aborrecimento inerente à vida cotidiana, mas um fato idôneo a repercutir de forma profunda no psicológico do Mário Oliveira Neto, gerando um sofrimento, uma incerteza quanto a sua origem genética, maculando consideravelmente sua paz e tranquilidade”, revela o texto do acórdão.

Detalhe

Neto e o suposto pai compareceram pessoalmente no laboratório para a coleta de material, como determina a Organização Mundial de Saúde.

Ficou barato

Diante da gravidade do erro, a conta acabou ficando barata para o laboratório. O Instituto foi condenado a pagar R$ 8 mil de indenização. Os magistrados justificaram que a indenização por danos morais deve apenas compensar as lesões sofridas e não gerar enriquecimento sem causa à vítima.

Descaso

Outro fato sórdido revelado nos autos do processso: Neto foi informado sobre a falsa doença pelo laboratório por telefone.

Mais um

Reportagem publicada na semana passada pelo Hoje em Dia mostra que o laboratório Hermes Pardini foi condenado pela Justiça por falsificar um programa de computador que auxilia na análise de exames clínicos. É o que diz a sentença dos desembargadores do TJ. Para eles, o laboratório plagiou um programa da empresa Liga Sistema de Informática.

Pena leve

Apesar de a falsificação ser crime, com pena de prisão de até três anos, o laboratório foi sentenciado ao pagamento de indenização compensatória de cerca de R$ 1 milhão, mais juros e correção monetária.

Socialite desabafa

A decisão do governo em prorrogar a isenção de imposto na compra de carros populares agradou grande parte da população, mas deixou revoltada uma “socialite” da cidade.

“Onde já se viu. Até minha empregada comprou um carro”.

*com Rodrigo Lopes