Novos resultados de análises da lama que vazou após o rompimento da barragem Fundão, em Mariana, região Central de Minas, atestou que os rejeitos de minério não são tóxicos. O exame do material foi realizado pela SGSGeosol Laboratórios, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos, contratada pela Samarco.

Apesar de não apresentar "periculosidade às pessoas e ao meio ambiente", conforme a empresa, a amostra recolhida no distrito Bento Rodrigues mostrou que a lama possui ferro e manganês acima dos valores de referência, mas abaixo dos considerados perigosos.

Já nas amostras retiradas próximo a Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa foi detectada a presença de manganês fora dos parâmetros, mas abaixo de valores perigosos.  "Como na região de Mariana e Ouro Preto o solo é rico nestes dois elementos, estes resultados já eram esperados", frisou a Samarco em comunicado.

Testes

A mineradora informou que as amostras foram coletadas no dia 8 de novembro, três dias após a catástrofe. Os locais escolhidos para análise do material foram definidos " por serem os mais próximos ao acidente e, portanto, as amostras representam melhor o material que estava depositado na barragem".

Segundo a empresa, os testes simularam diversas situações, como manuseio do rejeito por qualquer pessoa sem cuidados especiais, exposição a chuvas por vários anos e contato com águas correntes, como enxurradas. O material também foi analisado para medir seu índice de acidez, neutralidade ou alcalinidade (pH), sua corrosividade e a possibilidade de gerar reação violenta, como uma explosão.

Além disso, de acordo com a Samarco, após os estudos, foi descartada a presença de alumínio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto, cloreto, cobre, cromo, ferro, fluoretos, manganês, mercúrio, nitrato, prata, selênio, sódio, sulfato, zinco, fenóis, coagulantes e floculantes na lama.