A lei antifumo e a política de reajuste do preço do cigarro podem ter contribuído para a queda de fumantes passivos no ambiente de trabalho nos últimos nove anos. Em Belo Horizonte, conforme dados divulgados ontem pelo Ministério das Saúde, o decréscimo chegou a 47,8% de 2009 a 2017, acima, inclusive da média nacional, que foi de 44,6%.

Os números constam no levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017), realizado nos 26 estados e no Distrito Federal. Exatos 53.034 brasileiros foram entrevistados por telefone.

Diretora-geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, do governo federal, Maria de Fátima Marinho avalia que o avanço na redução da exposição de pessoas ao tabaco foi verificado, principalmente, após a regulamentação, em 2014, da norma que proíbe o ato de fumar em espaços fechados e de uso coletivo.

“No entanto, ainda é preciso continuar fiscalizando os locais de trabalho e dar continuidade com a política de aumento dos preços de cigarros, que tem impacto direto na queda de fumantes no país”.

Em 2009, conforme a pesquisa do Ministério da Saúde, o percentual de fumantes passivos no local de trabalho era 13,6 %, passando para 7,1% em 2017

Por sexo

Na capital mineira, conforme a pesquisa, em 2009 as mulheres representavam 10,7% dos fumantes passivos no local de trabalho. A taxa caiu para 4,3% no ano passado. Entre os homens, no mesmo período, o percentual recuou de 17,2% para 10,5%. 

Os dados apontam ainda que a frequência de pessoas expostas nesse ambiente diminuiu com o aumento da escolaridade para ambos os sexos.

Em casa

O estudo verificou também a redução na frequência entre os fumantes passivos no domicílio. Em 2017, a metrópole apresentou uma queda de 37,2%. 

Há nove anos, as mulheres representavam 16% das pessoas expostas à nicotina, passando para 9,2% em 2017. Já entre os homens, o percentual era de 13,3% e reduziu para 9,5% no mesmo período.

*Com Agência Brasil