Aproveitar a vida noturna da Savassi não tem sido um programa tão agradável desde o fim da Copa. O tardio horário de recolhimento do lixo obriga turistas e frequentadores desse ponto turístico de Belo Horizonte a conviver com pilhas de sacolas de lixo. Apesar de reconhecer a situação, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) não tem prazo para mudar a coleta.
 
Moradores e comerciantes precisam colocar o lixo na rua até as 20h. O recolhimento é iniciado em seguida e dura até a madrugada. O problema é que, neste horário, a movimentação nos bares e restaurantes é intensa e os clientes precisam dividir espaço com as montanhas de rejeitos.
 
A gerente de um dos bares, Flávia Briane Machado, diz que a situação prejudica a imagem da Savassi e gera reclamação dos consumidores. “Há dias que o cheiro fica insuportável e o cliente não senta perto das sacolas. É preciso também coleta seletiva e ter o recolhimento pela manhã, inclusive no domingo, quando não existe o serviço”, afirma.
 
Para a presidente da Associação de Lojistas e Moradores da Savassi, Maria Auxiliadora Teixeira de Souza, por ser tratar de um ponto muito visitado, o horário devia ser repensado o horário. “Fica feio e sujo, além de ter o mau cheiro”, afirma. Já o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes MG (Abrasel), Lucas Pêgo, diz que, em função do problema, muitos estabelecimentos ‘privatizaram’ o recolhimento do lixo.
 
O diretor de Planejamento e Gestão da SLU, Rogério Siqueira, reconhece o problema, porém ressalta que o horário é o que causa menor impacto. “Temos que escolher entre impactar ainda mais o trânsito durante o dia ou o visual para os frequentadores à noite. Escolhemos a que afeta menos pessoas”, explica. 
 
Siqueira diz que há um estudo para instalar contêiners de lixo pela região, mas não há previsão de execução da proposta. Segundo a SLU, todos os dias são retirados 15 toneladas de lixo da região com o recolhimento domiciliar e outros 500 quilos com a varrição feita por 16 garis em dois turnos.