Belo Horizonte voltou à estaca zero no processo de flexibilização social e, a partir desta segunda-feira (29), apenas os serviços essenciais, como supermercados, padarias, postos de combustíveis e farmácias, estão autorizados a funcionar. O novo fechamento das lojas, que vai retirar mais de 53 mil trabalhadores das ruas, foi determinado pela prefeitura para conter o avanço da Covid-19. Mas, afinal, a capital passa por um lockdown?

O termo em inglês, que pode ser traduzido como confinamento ou bloqueio total, não é o modelo adotado atualmente. Conforme o secretário de saúde de BH, Jackson Machado, o lockdown é mais rigoroso e impede a população de sair de casa. Já na fase zero da flexibilização, adotada na metrópole, as atividades não essenciais são proibidas.

“Lockdown significa ter horário para estar na rua e razão para estar na rua”, explicou o gestor. Além disso, no confinamento total, as entradas e saídas da cidade são fechadas.

Medidas severas

De acordo com o Ministério da Saúde, o lockdown é o nível mais alto de segurança e pode ser necessário em situação de grave ameaça ao sistema de saúde. “Durante um bloqueio total, todas as entradas do perímetro são bloqueadas por profissionais de segurança e NINGUÉM tem permissão de entrar ou sair do perímetro isolado”, diz trecho de documento expedido pelo órgão.

“É muito mais rigoroso do que nós estamos fazendo”, frisou o secretário de saúde de BH. Na fase zero para enfrentar a pandemia, os moradores são aconselhados a permanecerem em casa, mas não são impedidos de circular pelo município. Além disso, os limites da cidade continuam abertos.