Lojistas da Galeria do Ouvidor, um dos centros comerciais mais tradicionais de Belo Horizonte, fizeram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (1°) para pedir a reabertura do espaço, fechado há 73 dias. De acordo com Valter Faustino, administrador do local, 15 lojas já encerraram suas atividades desde o início da pandemia e é possível que outras passem pelo mesmo.

Para evitar aglomeração, 30 dos 235 lojistas participaram da manifestação com cartazes. Para eles, se o Mercado Central e os shoppings populares podem ficar abertos, a Galeria do Ouvidor também deveria.

“Temos 1.300 pessoas que trabalham aqui, entre lojistas e funcionários. Além disso, a galeria é uma grande fornecedora de material para artesanato e bijuteria e muitas famílias precisam do artesanato para manter a renda familiar. Ou seja, há uma grande quantidade de pessoas que dependem do seu funcionamento”, afirmou Valter.

A administração do espaço já fez uma proposta de funcionamento, com a restrição de 300 clientes por vez, sendo que uma das portas passa a ser dedicada à entrada, enquanto a outra fica sendo exclusiva para a saída. Todos que entrarem terão as mãos higienizadas e o uso de máscara seria obrigatório.

“No dia 22 de maio, um novo decreto permitiu a reabertura de diferentes segmentos, como salões de beleza e lojas com artigos de perfumaria. Temos várias lojas com esses perfis que não podem ser abertas por estarem dentro da galeria”, explicou Valter., acrescentando que, em dias normais, o centro de compras recebe de 30 mil a 40 mil pessoas.

A Prefeitura de Belo Horizonte emitiu uma nota referente ao fechamento da galeria. Veja:

“Entendemos a situação dos lojistas das Galeria do Ouvidor e de todos os demais estabelecimentos comerciais que ainda não podem reabrir na capital, mas nosso compromisso neste momento é o de conter os avanços do coronavírus e preservar a vida de nossos cidadãos. Como a velocidade da transmissão aumentou, impactando nos índices de ocupação de leitos e resultando na mudança de faixa do nível geral para o vermelho, definimos pela manutenção das atividades que foram autorizadas a funcionar na fase 1, iniciada no último dia 25 de maio, e aguardaremos as próximas avaliações para avançar nas fases de flexibilização”.