Mãe filmada agredindo filha com fio de extensão é indiciada por tortura em Montes Claros

Rosiane Cunha
rmcunha@hojeemdia.com.br
27/04/2020 às 21:12.
Atualizado em 27/10/2021 às 03:22
 (Polícia Civil/Divulgação)

(Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (27) que a mãe flagrada em um vídeo agredindo a filha de sete anos usando um fio de extensão elétrica foi indiciada por tortura. As imagens foram feitas e divulgadas pelo ex-marido dela para forçar uma reconciliação e ele foi indiciado por extorsão e tortura. O caso aconteceu em Montes Claros, no Norte de Minas.

O vídeo mostra também a mãe dando tapas e socos na criança, que sofreu lesões na boca, no tórax e nas pernas. 

A investigação apontou que o casal estava separado há cerca de um ano e havia uma medida protetiva em favor da mulher, mas em 13 de abril, o suspeito confessou em depoimento que foi até à casa da suspeita para levar leite para os dois filhos deles. O padrasto então presenciou e filmou as agressões. A justificativa é que a menina pegou preservativos da mãe para brincar e por isso ela resolveu dar um corretivo na filha.

Ele contou aos policiais que pediu a ex para parar, mas não socorreu a vítima porque a menina não é filha dele.

A mãe declarou em depoimento que a menina pegou dinheiro dela escondido, por isso, bateu com o intuito de corrigi-la. Afirmou ainda que essa foi a primeira vez que isso ocorreu e que mantém uma relação de afeto com a garota.

https://www.hojeemdia.com.br/horizontes/m%C3%A3e-%C3%A9-presa-por-tortura-ap%C3%B3s-ser-filmada-agredindo-filha-de-sete-anos-no-norte-de-minas-1.782981 no dia 14 deste mês. A delegada Mônica Brandi ratificou as prisões e os dois ainda permanecem detidos. De acordo com a Polícia Civil, a criança passou por avaliação psicológica e está sob os cuidados de uma tia materna, com acompanhamento do Conselho Tutelar.

"A Polícia Civil reforça a importância da população em denunciar crimes praticados contra crianças no seio familiar. Os pais têm o dever de zelar pelo bem-estar dos filhos, excessos devem ser denunciados e investigados pelos órgãos competentes", finalizou a Delegada.

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