Identifidada a vítima da queda de aeronave na tarde deste sábado, no bairro Caiçara, na região Noroeste de Belo Horizonte. O avião de pequeno porte era pilotado pelo médico Francisco Gontijo, de 45 anos, que morreu carbonizado.

O Hoje em Dia conversou com Paulo de Oliveira Pacífico, de 46 anos, mecânico de aeronaves do aeropoto Carlos Prates, que conhecia a vítima e o viu pouco antes de decolar.

"Ele estava lá com dois dos filhos, muito feliz, quando chegou o avião. Voava há muitos anos por hobbie, o avião era dele há mais de 10 anos. Era muito bem cuidada a aeronave, ele sempre voava nos fins de semana e às vezes levava a família, mas hoje foi sozinho. O voo de hoje era local", contou.

Ainda conforme o mecânico, o médico também tinha outro avião, que fica em outro aeroporto. "O avião é uma coisa muito segura, quem voa não tem medo. A aeronave tava com a documentação toda em dia, manutenção muito bem feita, agora temos que aguardar a perícia para saber o que foi a causa do acidente", concluiu.

O contador Nélio Godinho, de 68 anos, mora em uma das casas mais próximas ao acidente. Ele conta que estava descansando com a esposa quando ouviu o estrondo. "Essa esquina sempre tem muitos acidentes, então eu já pensei que era mais um. Mas quando vi o fogo que percebi a gravidade. Na hora eu só pensei em abrir a mangueira para ajudar a apagar o fogo, e outros vizinhos fizeram o mesmo. Foi assim que conseguimos apagar as chamas", detalha. 

Ele explica que sempre se assusta com a baixa altitude das aeronaves que passam sobre sua casa constantemente. "Sempre me apavora e fico muito preocupado, ainda mais agora com essa tragédia assim tão próxima. Poderia ter sido algo maior, acredito que ele tentou jogar no lote vago que tem ao lado, mas não conseguiu e acertou o telhado da casa em frente antes de cair na rua", lembrou.

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