Condenado a 15 anos de prisão por envolvimento na morte de Eliza Samudio, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, poderá ir para o regime semiaberto após avaliação de comportamento.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após trabalhar por 1134 dias e estudar por 570 horas na prisão, ele pode ter a diminuição da pena em 425 dias, isto é, um ano e 60 dias.

Segundo assessoria de imprensa do TJ, nos próximos dias uma equipe de estudo comportamental (formada por psiquiatras, agentes de segurança, serviço social e psicólogo) realizarão um Laudo de Evolução do Programa de Individualização e Ressocialização.

A comissão tem 30 dias (podendo ser prorrogado) para elaborar o laudo contado a paritr desta sexta-feira (4). Com o documento nas mãos, o juiz responsável pela execução penal decidirá se Marcarrão será beneficiado ou não.

As primeiras avaliações dão conta de que o condenado tem bom comportamento na prisão. Segundo o tribunal, para três dias de trabalho, um é diminuído da pena; para três dias de estudo, a redução também é de um dia.

Relembre

O goleiro Bruno Fernandes foi condenado no dia 8 de março de 2013 a 22 anos e três meses pelo homicídio e ocultação de cadáver de sua ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado de seu filho, o "Bruninho".

Os crimes aconteceram em junho de 2010 e o atleta foi apontado como o mandante.

Além dele, outros réus envolvidos no crime foram julgados. O ex-braço direito de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, o "Macarrão", foi condenado a 15 anos prisão por homicídio, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio. Já da acusação de ocultação de cadáver o réu foi absolvido.

Já a ex-namorada do goleiro, Fernanda Gomes de Souza foi condenada a cinco anos de prisão em regime aberto pelo crime de sequestro e cárcere privado de Eliza, enquanto a ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues, foi absolvida das acusações de sequestro de "Bruninho".

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o "Bola", foi condenado por homicídio e ocultação de cadáver. Além dele, também foram julgados o caseiro Elenilson Vitor da Silva e o motorista do atleta na época, Wemerson Marques de Souza, o “Coxinha”.