Os moradores de Belo Horizonte têm até esta sexta-feira (7) para entregar as garrafas de cerveja da marca Backer nas nove regionais da capital. Até esta quinta (6), 5,5 mil unidades foram devolvidas nos postos de coleta da Prefeitura de BH. Após esse prazo, a recomendação é que os consumidores procurem o estabelecimento onde o produto foi comprado ou a fabricante.

Segundo a PBH, o recolhimento das cervejas começou em 13 de janeiro e o material será armazenado pela prefeitura até que as investigações sejam concluídas.

Confira o endereço dos pontos de recolhimento:

- Barreiro: Avenida Olinto Meireles, 327 – Barreiro

- Centro-Sul: Avenida Augusto de Lima, 30, 14ª andar – Centro

- Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza

- Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo

- Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates

- Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo

- Oeste: Avenida Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada

- Pampulha: Avenida Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz

- Venda Nova: Avenida Vilarinho, 1.300, 2º Piso – Parque São Pedro

Ministério da Justiça

Nesta quinta-feira (6) o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), abriu processo administrativo contra a cervejaria Backer por inadequação do recall apresentado e consequências do consumo das cervejas impróprias.
Segundo a Senacon, a exposição de consumidores às cervejas impróprias gerou casos de intoxicação e de mortes por contaminação com as substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol.

Enquanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) diz que foi encontrado monoetilenoglicol e dietilenoglicol em amostras do tanque de água usada na fabricação de cervejas, a Backer sustenta que os produtos tóxicos estavam apenas em tanques usados em processos de refrigeração, no qual não há contato com a bebida.

Cervejaria Backer

Nessa quarta-feira (5), a cervejaria vazou um laudo preliminar da Polícia Civil que reforça as informações da empresa, negando a presença dos produtos químicos na água do tanque de brassagem. A Polícia Civil não comentou por se tratar de laudo ainda não finalizado e o Mapa manteve a conclusão de que a água estava contaminada.

33 casos investigados

A Polícia Civil investiga 33 casos por intoxicação por dietilenoglicol relacionados ao consumo de cervejas da Backer, produtora da Belorizontina, em Minas Gerais. Seis pessoas morreram.

A Backer informou que, conforme acertado na última semana, por iniciativa própria, recorreu ao Ministério Público de Minas Gerais para ampliar o apoio humanitário dado aos familiares de consumidores que disseram ter sofrido algum problema de saúde, supostamente, em virtude do consumido de produto vinculado à Backer. 

“Diante disso, dentro das 72 horas, a empresa analisou documentos e realizou reuniões de forma individualizada com familiares de 12 consumidores, excetuando-se aquelas agendadas com os familiares dos Srs. Glaydson Leandro Amorim e João Roberto Borges que deixaram de comparecer ou justificar suas ausências. E ficou definido que a ‘logística’ do atendimento (total ou parcial) será definida e formalizada junto aos familiares, uma vez que há pedidos que extrapolam o mero fornecimento de recursos financeiros. Além disso, será informado o contato para agendamento do atendimento psicológico individualizado ou coletivo/ familiar, que será feito pela psicóloga clínica Maria da Conceição César (CRP 04/32581). Os familiares deverão entrar em contato com a mesma e realizar o agendamento de acordo com sua disponibilidade e comodidade”, diz o comunicado. 

Ainda conforme a Backer, os demais consumidores atendidos, que não foram contemplados pelo apoio preliminar da empresa nesse primeiro contato, continuarão a ser monitorados e receberão toda a assistência da cervejaria para auxílio nas próximas fases e suporte médico conveniente ao caso.