No primeiro dia de provas para revalidação do diploma médico estrangeiro, mais de mil candidatos de 32 nacionalidades compareceram ao campus Pampulha da UFMG. Neste domingo (11), eles passaram por provas teóricas com duração de 4 horas. O exame é a única forma de brasileiros que se formaram no exterior ou estrangeiros exercerem a profissão no Brasil ou ingressar em uma residência na área.

Na tarde de segunda (12), eles realizam prova de conteúdos teóricos nas áreas de conhecimentos gerais, clínica médica, pediatria, cirurgia, medicina de família e saúde pública.

A maior parte dos participantes são brasileiros (69%). Entre eles a brasileira Paola Perez, de 26 anos, que reside em BH. Ela conta que formou na Bolívia porque não queria perder tempo com cursinhos. “Lá, para ingressar temos provas e aulas durante um ano, mas tudo é direcionado para a medicina”, explicou. Para Paola, será a 2ª tentativa de revalidação no país. “Tentei na universidade do Mato Grosso. Achei a prova muito difícil”.

Todos os estados brasileiros, incluindo o Distrito Federal, têm participantes realizando a prova. A maioria reside em São Paulo (23,9%), seguido pelo Acre (7,3%), Mato Grosso (7,2%), Mato Grosso do Sul (6,3%), Paraná (6,06%) e Minas Gerais (5,9%).

Estrangeiros
Os países de origem dos diplomas com o maior número de inscritos foram Bolívia (54%), Cuba (20%), Paraguai (8%), Argentina (4%) e Venezuela (2%). Há também diplomas da Espanha, Colômbia, Alemanha, Reino Unido, entre outros.

Para o colombiano Felipe Maya, de 27 anos, a revalidação é a oportunidade de ingressar em uma residência de pediatria. “Aqui temos opções de trabalho e educação com qualidade”, afirmou.