Mais um integrante do Bando da Degola será levado a júri popular nesta segunda-feira (15). Acusado de envolvimento na execução e decapitação de dois empresários em abril de 2010, no bairro Sion, região Centro-Sul de Belo Horizonte, Arlindo Soares Lobo, responde pelos crimes de homicídio qualificado, formação de quadrilha, extorsão e ocultação de cadáver.
 
Conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Arlindo seria julgado juntamente com Renato Mozer, condenado em dezembro de 2011 a 59 anos de prisão. Entretanto, o advogado do estudante de Direito pediu o adiamento do júri por motivo de saúde. Após o adiamento, outras três sessões para o julgamento do réu chegaram a ser marcadas, mas não aconteceram.
 
No último adiamento, o juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes decidiu pela instauração de incidente de insanidade mental de Arlindo e, somente após a conclusão da perícia, uma nova data seria designada. O incidente de sanidade mental foi instaurado em outubro de 2012 e concluído em abril de 2013 e o laudo aponta que o réu tinha capacidade normal de entendimento na época do crime.
 
Entenda o caso
 
De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Arlindo e outros sete acusados teriam sequestrado e extorquido os empresários Fabiano Ferreira Moura e Rayder Santos Rodrigues. Após fazer saques e transferências de valores das contas deles, o grupo assassinou as vítimas e transportou os corpos no porta-malas do carro de uma das vítimas para a região de Nova Lima, onde foram deixados.
 
Ainda conforme a denúncia, os empresários estavam envolvidos em estelionato e atividades de contrabando de mercadorias importadas, mantendo em seus nomes várias contas bancárias, de onde eram movimentadas grandes quantias de dinheiro. As atividades ilícitas chegaram ao conhecimento de Frederico Flores, líder do Bando da Degola, que passou a manifestar o desejo de extorqui-los e foi ajudado pelos demais acusados. Ao todo, oito pessoas foram presas por envolvimento no crime.
 
Atualizada às 7h53