Novo ato de vandalismo foi registrado nessa sexta-feira (9) em um posto de saúde da capital mineira. O alvo dos bandidos foi o centro Carlos Chagas, no bairro Santa Efigênia, região Leste da capital. Esse foi o quarto caso de violência nas unidades municipais em apenas uma semana.

Após destruir uma porta de ferro da farmácia, os criminosos fugiram com medicamentos. O total de remédios furtados, no entanto, não foi informado. O funcionamento no setor só voltará ao normal na segunda-feira (12). 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), os pacientes foram orientados a procurar unidades próximas. Os demais atendimentos ocorreram normalmente no espaço. Além disso, a pasta informou que o local conta com alarme e presença da Guarda Municipal, por meio de rondas. 

Para o Sindicato dos Servidores Públicos de Belo Horizonte (Sindibel), os frequentes ataques são atribuídos à saída dos porteiros das unidades de saúde. Na quarta-feira, um médico foi agredido por um homem que estaria alcoolizado. O suspeito foi detido e conduzido a uma delegacia.

No dia anterior, o Centro de Saúde Jaqueline I, na região Norte, foi arrombado. Uma televisão foi roubada e uma porta, danificada. No domingo, na mesma região, criminosos entraram no posto de Saúde Jaqueline II, deixando um rastro de destruição.

Só no primeiro semestre deste ano, 297 casos como esses foram registrados pela Guarda Municipal. O prefeito de BH, Alexandre Kalil, disse que as ações são fruto da falta de educação. “A população deve se atentar ao que está sendo feito de bom, estamos aqui há dois anos e não falta remédio, não faltam médicos e não há escândalos porque estamos tomando conta de tudo”, afirmou.

A nova estratégia de combate adotada pela administração municipal é a implantação de um “kit de segurança”. Câmeras de monitoramento, sistema de alarme e cerca elétrica serão instalados até o fim de 2018. O gasto anual será de R$ 4 milhões.