Com a manifestação dos moradores da Comunidade Dandara, o congestionamento registrado na avenida Antônio Carlos era de cerca de dez quilômetros, nesta terça-feira (19). Os motoristas enfrentavam lentidão até mesmo na barragem da Pampulha, na avenida Pedro I e no Anel Rodoviário, conforme a BHTrans.

O Batalhão de Eventos da Polícia Militar fez um cordão de isolamento em uma das pistas da avenida Antônio Carlos, enquanto a outra é utilizada pelos manifestantes. Assim, apenas uma via ficou liberada para o tráfego de veículos. O objetivo do cordão é dar proteção a cerca de 500 manifestantes e evitar atropelamentos.

Por volta das 5 horas desta terça os moradores da Comunidade Dandara, no bairro Céu Azul, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, deixaram a região fazendo uma passeata em direção à sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na avenida avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte.

Aproximadamente às 11h30, os manifestantes estavam na altura do Conjunto Iapi. Nesta terça-feira, o TJMG irá julgar um recurso da Construtora Modelo contra a decisão do juiz de 1ª instância que revogou a liminar de reintegração de posse contra a Comunidade Dandara.

De acordo com Joviano Mayer, um dos representantes das Brigadas Populares, caso o TJMG acolha o recurso da construtora na sessão de julgamento desta terça-feira, imediatamente voltará a ter vigência a ordem de desalojamento forçado de quase mil famílias que vivem na Dandara há cerca de 4 anos.

Ele também destaca que o Dandara é conhecido não somente por ser o maior conflito social urbano de Minas, mas também no Brasil e mundo. “Trata-se de um bairro consolidado, com projeto urbanístico internacionalmente premiado, meio ambiente protegido, equipamentos de uso coletivo, como dois centros comunitários, igreja, praças e uma creche em fase de construção. Dandara também tem um importante papel no abastecimento alimentar, são centenas de hortas familiares e duas grandes hortas comunitárias”, pontua o representante.