Cerca de 1.500 pessoas que participaram de diferentes protestos realizados em Belo Horizonte na tarde desta quinta-feira (15) se uniram e fecharam os principais acessos à Praça Raul Soares, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta noite. A maioria dos manifestantes é formada por servidores da rede estadual de educação e servidores municipais da capital mineira. No entanto, integrantes dos movimentos Tarifa Zero e Comitê Popular dos Atingidos pela Copa 2014 (Copac) também marcam presença na manifestação, assim como moradores do acampamento William Rosa, em Contagem, na Grande BH. "A manifestação está muito bonita. São vários coletivos unidos na luta pelo direito a cidade", disse Ana Caroline Azevedo, do Tarifa Zero.
 
 
 
Manifestantes fecham principais acessos à Praça Raul Soares e Praça 7
 
Após os bloqueios, o grupo seguiu em passeata até a Praça 7, no Centro, onde mais cedo servidores municipais da saúde e da assistência social de Belo Horizonte já haviam feito concentração seguida de caminhada por uma pista da avenida Afonso Pena até a sede da prefeitura. 
 
As milhares de pessoas escolheram passar pela avenida Amazonas para chegar ao Centro. Gritando "Não vai ter Copa" e "Ei Fifa, volta para a Suíça", elas fecharam totalmente a avenida até chegar ao coração de BH. O trânsito em toda a região Central da cidade é bastante complicado e o cruzamento das avenidas Amazonas e Afonso Pena também chegou a ser interditado. Porém, na sequência, os manifestantes seguiram para a frente da prefeitura, onde irão decidir o rumo do ato.
 
Carlos França, representante comercial, ficou preso no congestionamento formado. Ele tinha um voo para Curitiba às 20h30, mas, só às 18h45, conseguiu virar o carro da Afonso Pena. "É preciso concilicar as coisas porque o pessoal faz protesto, mas não olha as necessidades dos outros", desabafou.
 
Até o momento desta publicação, o ato, ocorre de forma pacífica e, conforme a coronel Cláudia Romualdo, Comandante do Policiamento da Capital da Polícia Militar (PM), não foi feita nenhuma prisão.