A interdição da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) em Cachoeira Escura, em Belo Oriente, no Vale do Aço, por cerca de 200 pessoas coordenadas pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entra nesta quarta-feira (9) em seu segundo dia, sem previsão de acabar. Os manifestantes garantem que só sairão depois que forem atendidos.

Entre as reivindicações está a punição dos culpados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região Central do Estado, e ainda acesso à água potável, participação nas negociações e reparação integral de todos os danos.

Também reclamam do preço da conta de luz, alegando que “a matriz energética brasileira é uma das mais baratas e as contas as mais caras do mundo”.

Outro lado

A Samarco informa que continua focada no atendimento às comunidades impactadas e que implementou melhorias em relação à distribuição de água, infraestrutura de operação das estações de tratamento de água e estruturação de padrões de controle mais rigorosos no processos de tratamento de água.

De acordo com a mineradora, mais de 3 mil famílias recebem cartões de benefícios. Segundo a Vale, as reivindicações não têm relação com a operação da Estrada de Ferro.

Os passageiros dos dois trens fazem baldeio em ônibus de viagem alugados entre as cidades de Governador Valadares e Ipatinga e vice-versa. A partir desses locais, retomam a viagem nos trens da Vale em ambos os sentidos até os seus respectivos destinos.