“A nossa luta unificou. É estudante junto com trabalhador”. Esse é um dos cânticos que embalam os manifestantes que saíram às ruas de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (14), em protesto contra a Reforma da Previdência e o contingenciamento da educação. 

O ato, convocado por sindicalistas de vários setores, reúne milhares de pessoas na Praça Afonso Arinos, no Centro de BH. A expectativa dos organizadores é de que mais de 20 mil manifestantes participem do protesto, que já complica o trânsito em toda a região central da cidade. 

A concentração teve início às 10h e, por volta do meio-dia, a multidão saiu em passeata. Os manifestantes subiram a avenida João Pinheiro, desceram a rua Timbiras, para então pegarem as avenidas Afonso Pena e Amazonas e, então, seguirem até a Praça da Estação, local onde o ato será encerrado. 

A Polícia Militar acompanha o ato, que ocorre de forma pacífica.

Adesão 

Segundo Israel Arimar, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de BH (Sindibel), aproximadamente 80% dos servidores da saúde e cerca de 60% da fiscalização, administração e cultura aderiram ao movimento. 

Os metroviários, que cruzaram os braços e fecharam as estações de trem, também participam do protesto. 

Representantes da educação, por sua vez, cantam: “Não é balbúrdia, é rebeldia. Vamos lutar pela aposentadoria”. Além dessas categorias, integrantes de movimentos sociais e petroleiros também participam da mobilização. 

Pauta 

A pauta principal da greve geral, segundo centrais sindicais, é a oposição à proposta do governo para a reforma da Previdência, mas também estão entre as reivindicações uma maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e repúdio ao contingenciamento na Educação.

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. "[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso", disse. 

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão "segurança para investir".

Assista ao vídeo:

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