Um decreto da Prefeitura de Mariana, na região Central de Minas, assinado nessa terça-feira (21), determinou o fechamento imediato do comércio não essencial na cidade, seguindo decisão judicial da 2ª Vara da Comarca da cidade. O município passa a seguir a partir de agora as normas estabelecidas pelo Estado sobre as medidas que devem ser tomadas para o enfrentamento à Covid-19.

Mariana já registrou 802 casos confirmados da doença e nove óbitos. Antes do decreto, mantinha um plano próprio de flexibilização, estipulado em 30 de abril, que se orientava não por segmentos, mas sim pelo tamanho de cada empresa.

"Como, logo nos primeiros dias de pandemia, percebemos que os resultados de exames em Belo Horizonte estavam demorando mais de 20 dias para sair, nós resolvemos partir para um plano de ação nosso", afirma o secretário de Saúde, Danilo Brito.

Um desses planos, segundo ele, foi a compra de cerca de R$ 1 milhão em testes rápidos. "Hoje, 30% da população está testada. Mariana é uma das cidades do Brasil que mais testes fez, proporcionalmente", assinala Brito.

Ele destaca que, para voltarem a funcionar, muitas empresas foram obrigadas a realizar testes nos funcionários. A Vale e a Samarco, ambas da área de mineração, testam seus profissionais a cada 20 dias.

Com o novo decreto, só poderão funcionar serviços de assistência à saúde, farmácias, supermercados, padarias, postos de gasolina, bancos, óticas e lojas de material de construção.