O dia 22 de setembro foi a data escolhida para a primeira audiência de instrução e julgamento do mecânico Iron Guilherme Alves, de 23 anos, que confessou ter matado a empresária e garota de programa Kesia Freitas Cardoso, de 26 anos, em Uberlândia, na Região do Triângulo Mineiro.

Além do depoimento do réu serão ouvidas as testemunhas de defesa e acusação. O processo terá início às 14 horas no Fórum de Uberlândia. Kesia Freitas foi morta em 16 de janeiro. Iron Guilherme Alves foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele responderá em liberdade, uma vez que a prisão preventiva não foi requisitada, devido a colaboração do jovem com a investigação e ele não ter antecedentes.

Entenda o caso

O corpo de Kesia Freitas Cardoso foi encontrado dentro de uma lata de lixo, no distrito Industrial de Uberlândia, em avançado estado de decomposição. Segundo a PM, a jovem estava sem as roupas íntimas e enrolada apenas com um lençol. Ela apresentava um corte no pescoço e outro na cabeça, possivelmente, resultantes de facadas.

Junto ao corpo, foi encontrada uma bolsa, na qual foi localizado um papel de comprovante de depósito no nome de Kesia. Os militares, porém, não informaram se o depósito teria sido feito pelo suposto cliente e autor do homicídio.

A jovem, natural de Palmas (TO), estava de passagem pela cidade mineira na companhia de duas amigas, que afirmaram à PM que também são garotas de programa.

De acordo com as mulheres, a vítima marcou um encontro por volta das 14h de sexta-feira com um cliente. Momentos antes do encontro, o homem teria ligado para Kesia. Elas recordaram que o número de telefone era de uma oficina, o que originou as suspeitas sobre a autoria do crime.

A PM informou que descobriu que a oficina em questão está localizada no bairro Nossa Senhora das Graças. Os militares foram até a empresa e conversaram com o proprietário, que disse que havia chegado de viagem na sexta-feira e, por isso, não sabia se o suposto autor havia saído com Kesia.

O homem, contudo, confirmou que a lata de lixo na qual a vítima foi encontrada é da oficina. Objetos como uma vasilha azul usada para colocar comida para cães e um sifão, que estavam dentro do tambor, também foram reconhecidos pelo dono da oficina.

O proprietário da oficina disse que, na sua ausência, a empresa ficou aos cuidados de dois funcionários. A PM pediu que os funcionários se apresentassem, mas apenas um foi até o batalhão. Por esse motivo, o empregado que não apareceu foi considerado suspeito do assassinato pelos militares.