A família de um garotinho de 3 anos de Malacacheta, no Vale do Mucuri, denunciou nesta semana que ele sofreu uma amputação do pênis ao passar por um procedimento cirúrgico para a retirada de uma fimose - pele que impede a liberação completa da glande. A informação veio à tona cerca de um mês após a cirurgia e, agora, os familiares lutam para conseguirem restaurar o órgão do menino. 

Uma vaquinha on-line foi criada pelo pai do menino, Alberthy Rocha, de 24 anos, para arrecadar valores necessários para arcar com a recuperação do filho, sendo que até o momento já foram arrecadados mais de R$ 17 mil. A cirurgia aconteceu no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx, na cidade. "O procedimento, que geralmente tem duração de 30 minutos, durou por volta de 4 horas e, quando terminada, meu filho estava reclamando de muita dor e tontura", detalha o pai. 

vista aérea malacachetaO erro médico aconteceu no hospital da cidade de Malacacheta, no Vale do Mucuri

Depois da cirurgia, quando a família do menino solicitou a troca dos lençóis e curativos, que estavam sujos de sangue, ele perceberam que o pênis não estava visível. Após questionar os médicos, funcionários informaram que o médico que fez a cirurgia era muito experiente e, depois, levaram o profissional até o quarto. Lá, o cirurgião teria dito que a cirurgia correu normalmente e que dentro de dez dias o local iria desinchar e o pênis voltaria a aparecer. 

Sem acreditar nas informações prestadas, Rocha resolveu então levar o filho até um pediatra particular na cidade de Teófilo Otoni, na mesma região, profissional este que encaminhou o caso para um urologista de sua confiança. "O médico disse que não tinha visto uma situação como essa e marcou um procedimento cirúrgico de verificação com urgência. Após tirar os pontos, eles me chamaram e disseram que constataram que o pênis do meu filho foi amputado. Entrei em choque, estava paralisado e precisei ser amparado por enfermeiros", lembra o pai do menino. 

Recuperação 

Ainda conforme o relato do pai na vaquinha, hoje o filho já não corre mais risco de morrer, mas a família segue sem uma resposta concreta sobre a possibilidade de reconstrução do pênis. "Como será sua vida daqui em diante, no colégio, quando for ao banheiro? Como conseguirá viver sem esse trauma? Meu filho está com o pênis amputado por um erro médico. Essa vaquinha visa arrecadar recursos para buscar respostas o mais rápido possível, bem como a responsabilização dos envolvidos, pois não temos condições financeiras suficientes", completa. 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Malacacheta, porém, até o fechamento dessa reportagem ninguém havia se posicionado sobre a situação. 

Leia mais:
Misturas em drogas comercializadas em Minas podem causar de amputação do pênis até a morte
Idosa que teve metade do pé comido por cão no bairro Calafate pode ter membro amputado
Médica que mandou amputar o órgão sexual do ex-noivo tem direito de trabalhar suspenso