A Prefeitura de Belo Horizonte passou a somar os leitos da rede hospitalar particular para desenvolver os índices de ocupação de UTIs para pacientes com Covid-19. Mesmo com a estratégia, a situação permanece delicada na capital. De acordo com o boletim epidemiológico desta quarta-feira (5), somando os leitos exclusivos para Covid-19 de terapia intensiva da rede SUS e da saúde suplementar a ocupação é de 79,4%.

O monitoramento passou a somar 291 leitos de UTI para pacientes com Covid em 22 hospitais privados de Belo Horizonte. Essa mudança de metodologia foi levada em conta para a decisão de reabertura de boa parte do comércio não essencial da capital. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, 48,8% da população é usuária da assistência particular.

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Dados foram apresentados no boletim desta quarta-feira

Para definir o funcionamento do comércio, a prefeitura leva em conta três indicadores principais: número médio de transmissão por infectado (Rt); taxa de ocupação de leitos UTI Covid e taxa de ocupação Enfermaria Covid. A classificação desses indicadores é feita pelas cores verde, amarela e vermelha. São categorizados em nível verde se houver utilização de até 50% das vagas. Caso a ocupação esteja entre 50% e 70%, o nível será amarelo. E, acima de 70%, vermelho. O número médio de transmissão por infectado (Rt) estará verde de 0 até 1, amarelo, entre 1 e 1,2, e vermelho, quando estiver acima de 1,2.

O boletim indicou ainda que Belo Horizonte tem 22.676 casos confirmados de Covid, sendo que 3.156 se referem a pacientes em acompanhamento (internação ou isolamento domiciliar). Foram confirmadas 615 mortes pela doença, sendo que a região Nordeste é a mais atingida (com 86 óbitos).

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