As buscas pelas vítimas da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foram reiniciadas na manhã deste sábado (16). Mesmo com o mau tempo no local, onde chove, aeronaves também participam dos trabalhos. Conforme o Corpo de Bombeiros, 254 profissionais atuam na área devastada pelo rompimento da barragem da Vale, há 22 dias. Os trabalhos incluem integrantes dos bombeiros de Minas, de outros Estados e agentes da Força Nacional de Segurança Pública. 

Até o momento, 166 mortos foram localizados - dois permaneciam, até essa sexta-feira (15), no Instituto Médico Legal (IML), aguardando identificação - e 144 pessoas seguem desaparecidas.

As buscas no primeiro dia desse fim de semana se concentram na área administrativa do local do rompimento da barragem, no estacionamento, no refeitório e no vestiário da mineradora, na locomotiva e na área de remanso - onde se acumularam os rejeitos que vazaram. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria dos militares se concentram na região próxima ao pontilhão, abaixo de uma fazenda, próximo ao Rio Paraopeba. Quatro aeronaves e seis cães participam dos trabalhos.

Presos

Nessa sexta-feira (15), oito pessoas ligadas à mineradora responsável pela barragem foram presas temporariamente. O Ministério Público de Minas investiga um suposto esquema de fraude no monitoramento da estrutura da Mina do Feijão, que rompeu no dia 25 de janeiro. A suspeita é a de que funcionários da empresa alemã responsável pelas vistorias tenham sido pressionados para assinar laudos favoráveis à mineradora.

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