Só 46% das crianças de até 5 anos estão blindadas contra a gripe em BH. São 70 mil meninos e meninas desprotegidos. A baixa cobertura vacinal é vista em todo o público-alvo da terceira etapa da campanha de imunização, que termina amanhã. O isolamento social e o frio ajudam a explicar os indicadores.

Além das crianças, a última fase da imunização é voltada para professores, adultos de 55 a 59 anos, deficientes, gestantes, mães no pós-parto até 45 dias e detentos. A média de cobertura vacinal deste grupo está em apenas 34%.

A dose não é capaz de proteger as pessoas contra a Covid-19. Porém, é importante para desafogar hospitais.

O infectologista Carlos Starling faz alertas. “É preocupante. Isso me deixa descrente até mesmo em relação a uma futura vacina contra o coronavirus, contra a Aids. De que adiantou tamanho investimento em tecnologia se não querem se vacinar?”, questiona.

O médico reforça que a imunização é uma questão de consciência. “No caso dos pais, é uma irresponsabilidade. E, neste momento em que o coronavírus está se propagando com uma velocidade maior, as pessoas, no lugar de resolveram um problema, querem conviver com dois. Não é justificável”.

A chegada do inverno é outra preocupação. A aplicação da dose não é sinônimo imediato de blindagem contra a gripe. O organismo demora até duas semanas para criar anticorpus. 

Das 152 mil crianças nessa faixa etária que deveriam receber a vacina em BH, só 82 mil (46%) foram imunizadas

 

Doses

Mesmo quem ainda não se vacinou contra a gripe, mas pertencia aos grupos da primeira ou segunda etapa ainda podem se proteger. Somadas as três fases, o último balanço apontava uma cobertura de 83% em BH[/TEXTO].

Em Minas, a taxa estava em 94,9%, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até o momento, segundo relatório da última sexta-feira, foram registrados 132 casos de influenza e 15 óbitos.

Vai sem medo

Em meio à pandemia, os centros de saúde da capital estão aptos a receber as pessoas com segurança. “As salas de vacinação têm entrada em separado e os profissionais estarão todos protegidos e paramentados, com máscara, luva e avental, sempre lavando as mãos”, afirma a referência técnica Jandira Lemos.

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